Ablação por Rádiofrequência

É um método de tratamento das taquicardias através do qual realiza-se a cauterização dos focos das arritmias, localizados através do estudo eletrofisiológico. A radiofrequência é uma forma de energia semelhante a de um bisturi elétrico, que é aplicada através de cateteres especiais.

Indicações de ablação por radiofrequência:

A ablação pode ser indicada tanto para as arritmias supraventriculares como para as ventriculares:  taquicardia sinusal inapropriada, taquicardia supraventricular paroxística (ablação do nó atrioventricular), taquicardia atrial, síndrome de Wolf-Parkinson-White, fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia ventricular (com ou sem doença estrutural do coração).

A  indicação  sempre deverá ser discutida com o médico assistente e, geralmente, se aplica a pacientes que apresentam taquicardia acompanhadas de muitos sintomas ou que são difíceis de serem tratadas com medicamentos. Muitas vezes realiza-se a ablação por radiofrequência porque o paciente prefere não tomar drogas antiarrítmicas por longo prazo.


Orientações antes do estudo eletrofisiológico e da ablação por radiofrequência

No dia anterior ao exame faça jejum após às 22 horas. Alguns  medicamentos terão que ser suspensos antes do procedimento (procure a orientação do médico eletrofisiologista).

No dia do exame é necessário a presença de um acompanhante, preferencialmente um familiar. No hospital, será feita a depilação na região da virilha direita, esquerda e região torácica, à altura do peito.

Como é feito o estudo eletrofisiológico e a ablação por radiofrequência?

O estudo eletrofisiológico e a ablação por radiofrequência geralmente são feitos no mesmo dia da internação, em um local chamado laboratório de hemodinâmica.
O paciente será orientado e preparado pela enfermeira da unidade onde ficará internado, e os médicos esclareceram todas as suas dúvidas.

Chegando ao laboratório de hemodinâmica você será recebido pela equipe médica e enfermagem, que irão prepará-lo. Neste momento, irão conectar você a vários monitores (monitor de eletrocardiograma, aparelhos de pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória).

Além disso, você receberá através de uma veia do braço um soro e com um anestésico injetável que o fará dormir durante o exame. O médico anestesista estará monitorando você durante todo o procedimento.

A partir de então, já dormindo, a enfermeira irá fazer a limpeza da pele utilizando solução anti-séptica na região da virilha direita (local da veia femoral direita) e esquerda (local da artéria femoral esquerda)e na região lateral direita do pescoço (local da veia jugular direita).

Logo em seguida, um dos médicos irá fazer a anestesia local na região da virilha direita e/ou esquerda e ocasionalmente no lado direito do pescoço, mas você já estará dormindo. Nesses locais é que são introduzidos os cateteres na veia e/ou na artéria, que serão levados até as cavidades direita e/ou esquerda do coração, guiados pela imagem de raios X.

Esses cateteres captam os sinais gerados da atividade elétrica do coração, que são registrados em aparelhos especiais (polígrafos). Através deles se fará a ablação por radiofrequência nos locais selecionados.

O estudo eletrofisiológico dura aproximadamente uma hora, e quando seguido de ablação, a sua duração é variável (aproximadamente 2 a 3 horas). Ao término do procedimento será feita compressão no local da punção por 15 minutos, e você será acordado. A seguir, você será encaminhado para o quarto. Devendo permanecer com a perna esticada no período de internação, que costuma ser de um dia para o outro.





Riscos

Será feito um curativo especial no local da punção (virilha), sem precisar dar pontos. Você retornará para o quarto em maca, e não poderá dobrar a perna onde foi feito o procedimento. Permaneça em repouso absoluto com a perna imobilizada por 6 horas, conforme orientação médica e da enfermagem.Informe a enfermeira se estiver com dor, calor ou sangramento.

A alimentação será liberada quando estiver bem acordado. Evite esforços excessivos por um período de 24 horas. A enfermeira e o médico responderão às suas eventuais dúvidas.


Após o procedimento

O estudo eletrofisiológico e a ablação por radiofrequência são considerados métodos muito seguros, mas como todo procedimento invasivo, eventualmente podem ocorrer algumas raras complicações.

Durante a consulta que antecede a ablação por radiofrequência, o médico irá explicar com mais detalhes sobre as possíveis complicações, pois elas variam dependendo do tipo de arritmia cardíaca que você tenha. A complicação mais comum é o hematoma (mancha roxa na pele) que pode aparecer no local onde foi feita a punção para introdução dos cateteres.

Quando os cateteres são retirados, é feita uma pressão para ajudar a parar de sangrar. Para diminuir a chance de sangramento, você deverá ficar em repouso algumas horas após o procedimento.


Alta hospitalar

Você será orientado pela enfermeira quanto aos cuidados com o local da punção, não havendo necessidade de refazer o curativo. Apenas lave-o com água e sabão, mantendo-o sempre seco e limpo.

Tome somente os remédios receitados pelo seu médico. Em alguns casos, conforme resultado da ablação, o médico poderá lhe receitar alguns medicamentos. O retorno ao trabalho geralmente ocorre dentro de alguns dias, mas será confirmado com seu médico. Você receberá um relatório completo contendo as informações sobre tudo o que foi realizado.

Em um percentual variável dos casos, a arritmia cardíaca poderá voltar após uma ablação por radiofrequência. De maneira geral, recomenda-se a repetição da ablação por radiofrequência como o tratamento ideal das recorrências.

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr – Cardiologista de Curitiba – CRM/PR 13700.

Retornar ao tratamentos

Todo os direitos reservados ao Hospital do Coração.