Prevenção de quedas e densitometria: o que avaliar na semana da osteoporose

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Nutricionista organizando alimentos e anotações ao lado de notebook

A osteoporose costuma ser silenciosa até o dia em que um osso se quebra. Um tombo da própria altura, que em outra fase da vida deixaria apenas um hematoma, pode causar fratura de punho, de vértebra ou de quadril. O Dia Mundial da Osteoporose, promovido pela Fundação Internacional de Osteoporose em 20 de outubro, chama atenção justamente para essa combinação entre ossos frágeis e quedas. Falar de prevenção de osteoporose, portanto, é falar dos dois lados do problema.

O que é osteoporose

Osteoporose é uma doença em que o osso perde massa e tem sua estrutura interna alterada, ficando mais poroso e frágil. O esqueleto é renovado o tempo todo: células removem osso velho e outras produzem osso novo. Com o envelhecimento, e especialmente depois da menopausa, a remoção passa a superar a formação.

As fraturas mais associadas à doença ocorrem na coluna, no quadril e no punho. As de vértebra podem acontecer sem queda evidente e se manifestar como dor nas costas, perda de altura ou curvatura da coluna. As de quadril são as mais temidas, porque exigem cirurgia e podem comprometer a autonomia.

“Osteoporose é uma doença em que o osso perde massa e tem sua estrutura interna alterada, ficando mais poroso e frágil.”

Fatores que aumentam o risco

Alguns fatores não podem ser mudados, outros sim. Entre os principais:

Densitometria: quem deve conversar com o médico

A densitometria óssea é o exame que mede a densidade mineral do osso, geralmente na coluna lombar e no fêmur. É rápido, não dói e usa uma dose muito baixa de radiação. O resultado é comparado com valores de referência e ajuda a classificar o osso como normal, com baixa massa óssea ou com osteoporose.

Diretrizes médicas costumam recomendar o exame para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, além de pessoas mais jovens com fatores de risco importantes, como uso prolongado de corticoide ou fratura por trauma leve. A indicação, porém, é individual. O médico também pode usar ferramentas que estimam o risco de fratura nos anos seguintes, combinando idade, histórico e outros dados.

O diagnóstico não depende só do número. Uma fratura de quadril ou de vértebra após queda leve já sugere osteoporose, mesmo antes do exame.

Hábitos que protegem os ossos

A prevenção começa cedo, mas nunca é tarde para adotar cuidados:

Suplementos e remédios específicos devem ser prescritos pelo médico, após avaliação.

Adaptar a casa para evitar quedas

Boa parte das quedas de idosos acontece dentro de casa, em situações cotidianas. Pequenas mudanças fazem diferença:

Também vale revisar óculos, audição e medicamentos que causam sonolência ou tontura, além de manter exercícios de equilíbrio e força.

Pontos que geram dúvida

Osteoporose dá sintomas? Geralmente não, até que ocorra uma fratura. Por isso a avaliação dos fatores de risco e, quando indicada, a densitometria são importantes.

Homens também têm osteoporose? Sim. A doença é mais frequente em mulheres, mas homens idosos e pessoas com certos fatores de risco também podem desenvolvê-la.

A densitometria usa muita radiação? Não. A dose é bem menor que a de uma radiografia comum de tórax, e o exame é rápido e indolor.

Assuntos: O, Fatores, Densitometria, Hábitos